Igrejas

Catedral Metropolitana de Manaus
Primeira igreja erguida após a fundação de Manaus, a Matriz de N. Srª. da Conceição, foi construída em 1695 por missionários carmelitas. Era uma construção simples e rústica. A obra foi reconstruída pelo então presidente da Província, Manoel da Gama Lobo d’Almada, que ampliou suas instalações. Em 1850, a igreja foi completamente destruída por um incêndio. Vinte anos se passaram entre o lançamento da pedra fundamental e a sua inauguração. O prédio atual da nova igreja da Matriz foi inaugurado em 1878. Sua construção é bastante simples, com predominância de linhas retas em estilo neoclássico. A fachada divide-se em dois andares, com poucos elementos ornamentais. Os seis sinos da igreja foram importados de Portugal e instalados em 1875. Até hoje, a igreja mantém uma posição de destaque na paisagem do centro da cidade. Localizada sobre uma pequena elevação, em frente ao Porto, a Catedral foi a primeira grande obra arquitetônica realizada em Manaus. Voltada para o rio Negro, com suas belas escadarias que sugerem o desenho de uma lira, o prédio impressiona pela sua beleza e sobriedade.
Endereço: Praça Oswaldo Cruz, s/nº. Centro. Telefone: (92) 3234-7821

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Igreja São Sebastião
A construção da Igreja, sob a direção de Gesualdo Machetti de Lucas, data de 1888. Com o fim do Império e consequente Proclamação da República a obra sofreu atrasos em decorrência do corte de recursos anteriormente garantidos pelo Estado.
O prédio é em estilo neoclássico, com alguns elementos medievais. Muitos dos objetos originais, tais como vasos sacros de ouro e porcelana, já não existem. Estão intactas as pinturas que cobrem o teto, desde a entrada até o altar, incluindo a cúpula e as paredes. Trazidas da Itália e fixadas no local são de autoria de Sílvio Centofanti, Francisco Campanella e Ballerini. A maior delas pintadas por Balleni no teto, logo á entrada, mostra o martírio de São Sebastião; a base da cúpula retrata os quatro evangelistas; e na própria cúpula a “Glória do Céu” com oito anjos. Nas laterais da nave existem telas representando São Pedro e São Paulo. A capela lateral, á esquerda, abriga um interessantíssimo presépio em tamanho natural, com um grande camelo, trazido da Europa por uma rica família manauara. Na capela – mor existe uma bela estatueta de São Sebastião, ladeado por três vitrais assinados por Francisco Campanella. A “Via Crucis” é notável, com seus quadros em relevo. A fachada tem somente um sineiro – o segundo jamais foi construído. Certos autores dizem que infiltrações de água motivaram a paralisação das obras, que nunca mais foram reiniciadas, Outros dizem que o mestre de obras teria fugido com o dinheiro destinado á construção.
Tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual – Decreto nº 11038 – 12/04/1988.
Endereço: Rua 10 de Julho, 567. Centro.
Telefone: (92) 32324572

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Igreja dos Remédios
A Capela de Nossa Senhora dos Remédios foi edificada em local de antigo cemitério indígena. Fundada pelo Major Manoel Joaquim do Paço, que assumiu o governo em 1818, foi destruída pela população em 1821, por ocasião de uma manifestação denominada Revolução da Independência, à qual o governador não aderiu, mas logo foi promovida sua reconstrução em 1827.
A partir de 1851, a Capela dos Remédios passou a servir de Matriz, tendo em vista o incêndio ocorrido na antiga igreja no ano anterior, e assim prosseguiu durante oito anos.
A reforma mais radical ocorreu no início do século XX, quando a igreja passou a adquirir sua feição atual. O projeto foi de autoria do arquiteto italiano Filintho Santoro. Tem-se registro de que, até 1913, a obra não tivesse finalizado.
A Igreja Nossa Senhora dos Remédios foi tombada pelo Governo Estadual segundo o Decreto nº 11.037 de 12.04.1988, publicado no Diário Oficial de 14.04.1988, na administração de Amazonino Mendes.
As diversas reformas passadas pela Igreja Nossa Senhora dos Remédios, em especial a processada no início do século XX, dificultam a compreensão de seu aspecto original. As poucas informações precisas a respeito de seus aspectos arquitetônicos são possibilitadas através de registros fotográficos antigos, nos quais se percebe a aparência singela da edificação, composta por um pavimento.
A Igreja dos Remédios, em sua feição atual, possui estilo neoclássico, com influência do renascimento italiano. Trata-se de uma edificação contendo dois pavimentos, apresentando fachada principal com as seguintes características: embasamento em reboco liso; corpo dividido em cinco partes por pilastras de fuste liso; seção quadrangular e de capitéis coríntios. O pavimento térreo é composto por quatro nichos em arcos e pela porta centralizada à fachada. O pavimento superior é composto por cinco janelas em arco pleno, sendo que a esquadria central é feita em vitral, percebendo-se um motivo de cruz. O coroamento do prédio se faz por uma cimalha simples, cujo friso apresenta, em alto relevo, a inscrição “Nossa Senhora dos Remédios”, e por um frontão triangular, encimado por uma cruz, e contendo um símbolo cristão em seu tímpano. A cobertura tem caimento em duas águas. Cada fachada apresenta um nicho no andar térreo e uma janela em arco pleno no segundo pavimento. Na parte posterior da igreja, vê-se um campanário coberto por uma cúpula. O acréscimo na parte posterior do conjunto não é original.
Endereço: Em frente à Praça dos Remédios, na Rua Miranda Leão, entre as ruas Leovegildo Coelho e Cel. Sérgio Pessoa.

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Igreja de Santo Antônio – Capela do Pobre Diabo
Nomenclatura de origem popular. À altura de 1882 um cidadão português de nome Antônio José da Costa, possuidor de uma quitanda na Rua da Instalação, mais ou menos onde esteve a Alfaiataria Ramalho, mandou fazer uma tabuleta que representava tipo andrajoso. Por baixo havia a legenda Ao Pobre Diabo. A esposa daquele cidadão, brasileira e mulata por morte do marido mandou construir a capela de Santo Antônio no Bairro da Cachoeirinha, a mesma que ainda lá está. Seu Antônio possuía casas modestas que algumas resistem ao tempo no local que ficou conhecido por Pobre Diabo, mas a história começa a complicar-se depois que o seu Antônio mudou-se da rua Instalação para a Cachoeirinha, já dono do seu cabedal.
Estabeleceu-se na Praça de Floriano Peixoto com uma casa de diversões a que pomposamente denominou High-Life e cujo anúncio ainda se pode ver nos jornais da época da sociedade. Após a morte, a casa de diversões dava espetáculos carnavalescos, bailes ruidosos. Seu Antônio consorciou-se no dia 28 de outubro de 1897 com a senhora dona Cordolina Rosa de Viterno, a qual se achava in articulo mortis. Escapando da morte pela porta assaz perigosa do casamento, dona Rosa, a mulata, sobreviveu ao seu Antônio e ela mesmo montou casa de comércio liricamente chamada A Pobre Diaba, posto que não o fosse.
Na administração do Prof. Arthur Reis, dedicada grandemente ao setor cultural do Estado, a Assembleia Legislativa aprovou a Lei Estadual de nº 8, de 28 de junho de 1965, autorizando o Governo a considerar a Igreja de Santo Antônio, localizada na antiga Praça do “Pobre Diabo”, como monumento histórico. Publicada no Diário Oficial de 30 de junho do mesmo ano, a igrejinha acha-se, desde, então, tombada pelo Patrimônio Estadual, de acordo com o Decreto nº 11036 de 12.04.1988 – DOE 14.04.1988.

LOCALIZAÇÃO
°c
Manaus


DICAS
Manauscult
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